é o que temos

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Mais-valia

O assunto é boi. Não que eu saiba fazer contas, ou que tenha estudado matemática financeira, mas vamos lá:

A média da arroba do boi gordo hoje é 90 reais. Um boi de 10 arrobas sai por 900 reais e deve render aí uns 100 quilos de carne e duas jaquetas de couro.

Uma jaqueta de couro custa 1.200 reais. Você vai me dizer que tem o processo, a costureira, o transporte, blablabla, e a minha resposta pra você é: e o boi tem 100 quilos de carne, o que deve dar um quilo de picanha, um quilo de mignon, dois costelões e uns 8 tipos de carne de panela que não me interessam. Logo, vamos deixar as duas cadeias equivalentes.

Seguindo o raciocínio, VOCÊ, amiga consumista, está pagando uns 450 reais por meio metro de zíper e 4 centímetros quadrados de etiqueta. Eu, sinceramente, dou mais valor pra carne.

Máximas

Dentre as aventuras dessa vida que a gente faz sem pensar muito, morei na Ucrânia e na Paraíba. Desde que cheguei lá eu digo que nas terras do Mar Negro a pobreza era menor porque o frio mata as pessoas que vivem como muita gente vive por aqui. Como eu costumo exagerar 20% nas teorias, não tive o crédito que esperava pela colocação. Hoje o G1 confirmou a teoria:

"Dezoito pessoas morreram de frio em quatro dias na Ucrânia, a maior parte sem domicílio fixo, segundo o Ministério ucraniano da Saúde. A maioria das mortes (seis pessoas) foi registrada na região de Lugansk (leste).As temperaturas devem cair nos próximos dias para até -30°C em algumas regiões da Ucrânia, segundo o serviço de meteorologia ucraniano."

Em Curitiba, eu digo (sempre com os 20% de exagero), que chove 180 dias por ano. Dia desses, a Gazeta do Povo - o oráculo curitibano por excelência - confirmou minha teoria, que não estava acima da média, veja você.

Aguardo a greve das comunicações para confirmar minha terceira máxima: trabalhar não dá dinheiro. Trabalhar dá trabalho.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Gradação

Carpe diem
Carpe canem
Carpe data

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Cabelos brancos

Quando encontrei o primeiro, me enganei dizendo que era só um fio mais loirinho que os demais, coisa do sol. Arranquei, via das dúvidas.
Como quem procura acha, dias depois achei o segundo e assumi "meu primeiro fio branco".
Há 30 minutos encontrei o terceiro. Aceito indicações de tintura pra cabelo.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Globalização

Balada LO-TA-DA. Dois caram chegam falando em espanhol, blablablabla
Sem paciência, mando em russo:
- Só sei falar russo, não sei falar espanhol.
Ele responde, na maior naturalidade, EM RUSSO:
- Tudo bem, a gente pode conversar em russo mesmo. Ou em tcheco.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Fim de ano sem jornalismo

Neste fim de ano não há dicas para presentes de Natal, nem notícias sobre o movimento dos shoppings no dia 24, a troca de presentes do dia 26 e as simpatias e previsões para o ano novo. Os jornalistas estão em greve desde a metade de dezembro.

A dona de casa Ana Maria aprova o movimento: "Eles merecem ganhar mais, né? Enquanto está todo mundo comemorando com a família, os jornalistas estão lá, trabalhando."

José Araújo é administrador de empresas e ficou feliz em se livrar de toneladas de notícias. "Lá em casa todo mundo gosta mais de filme e seriado que jornal. É sempre a mesma coisa: uma bomba no oriente médio, um político ladrão no Brasil, o que comer, o que não comer, fazer exercícios e uma celebridade sem calcinha. Só sinto falta de saber do futebol...", diz.



sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Hiperativa

Eu mexo as pernas o tempo TODO! No cinema sou aquela pessoa irritante do seu lado que fica chacoalhando o pé. Durmo mexendo o pé. Não sei ficar parada, toma muito da minha atenção.
Por isso, geralmente chuto as tomadas dos computadores. Não convivemos bem, eu e os fios embaixo das mesas.

Como nessa vida tudo se aprende, tenho lá minhas estratégias para parecer normal. Quando não posso chacoalhar os pés, roo as unhas. Agora que sou gente grande e fica feio ter unhas roídas, comprei um anel bem grandão pra ficar rodando quando não posso mexer as pernas. Para solucionar o problema dos fios (preciso chacoalhar a perna pra poder me concentrar no trabalho), comprei um apoio para os pés, desses ergonômicos e etc. É ótimo, eu não desligo o computador e posso ficar mexendo a madeirinha pra cima e pra baixo.

Pois bem. Fui ontem na costureira e vi que ela movimenta a máquina com o pé e - CLICK! - achei minha forma de mudar o mundo! Vou usar o chacoalhar de pernas para gerar energia elétrica e ser uma trabalhadora 100% sustentável. Dependendo do nível de stress, posso gerar energia pra uma empresa inteira.