quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Humor Americano

Começou com uma vontade maluca de tomar café com leite no fim da tarde. Não tinha leite, nunca tem. Saiu, foi na padaria, escolheu um leite caro. Mas no fim das contas um vinho parecia uma boa, a garrafa já estava aberta mesmo, o que é que tem.

6h38 toca o despertador. O número quebrado é pra dificultar a conta na hora da soneca. Tinha uma gravação importante, tinha que estar com uma cara boa, no fim das contas estava com uma gigantesca dor de garganta daquelas que talvez o banho melhore.

Ligou a torneira da esquerda, quase sempre a de água quente é a da esquerda, disse uma vez um grande jornalista. Mas essa não era, pelo menos não hoje. Nenhuma das duas, o aquecedor estava em greve.

Enquanto uma panela de água esquentava (um banho sustentável e quente pode levar pecadores para o céu)mediu o tempo certo para tomar o café com leite, enfim. Com pressa, é claro, pensando em se aquecer para o banho, já que a sustentabilidade não admite exageros nem na temperatura do banho. Reparou que o leite estava cremoso - coisa de gente fina que toma líquidos caros em caixas bem desenhadas - e tomou um belo gole. Azedo.

As bolachas que estavam em cima da pia não eram azedas. Mas depois de colocar uma na boca reparou que o tempero especial era de formigas vivas. Hora do banho, então. Uma queimadinha do braço na panela quente, sabe como é, acontece.

Ficou feliz por ter feito aquelas aulas de yoga, ajudaram a lavar o cabelo com o mínimo de água quente e uma espuma até digna pra uma situação daquelas. Enxaguou com capricho, pelo menos o cabelo ia ficar bonito, o dia há de melhorar. Mediu a água quente que tinha sobrado, medida exata pra tirar o excesso de condicionador, se houvesse ao menos uma gota do líquido precioso, e desistiu. O dia definitivamente não ia melhorar.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Falta um

Questão de urgência: precisamos inventar um novo palavrão. Tem vezes que nem a combinação deles todos é suficiente pra desabafar.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

DNA

Eu queria ter mais irmãos pra que mais gente tivesse a chance de ter pais incríveis como os meus.

sábado, 25 de agosto de 2012

Perspectiva

E aí, o que você fez no sábado?
- Levantei cedo, fui trabalhar, passei a manhã editando um vídeo e escolhendo a trilha de outro. Parei pra almoçar, editei mais um vídeo e vim pra casa cobrir a coluna de salompas.

OU
- Levantei cedo pra aproveitar o dia, passei a manhã vendo uns vídeos e ouvindo música. Almocei uma deliciosa feijoada, tomei um sorvete na praça do gaúcho, a tarde vi mais uns vídeos e já que todos estavam por ali resolvemos fazer um vídeo novo. E olha que sucesso: na próxima semana ele vai ser exibido num evento cheio de gente importante! E agora estou em casa aproveitando pra relaxar.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

" "

As palavras, como as roupas, seguem a moda. Nada mais demodé que a palavra demodé.
Uma que me irrita é a mania de separar as palavras que o português juntou. Ninguém mais tem preconceito. As pessoas tem "pré-conceito". Se a moda pega (faça aquelas aspas crestinas com as mãos):
"mini saia"
"para quedas"
"guarda roupas"
"in-acreditável"

Tem ainda o pleonasmo preferido:
Na minha opinião particular...

Farinha do mesmo saco

Alanis, Amy e Adele têm muita coisa em comum.
As 3 tem vozeirões
As 3 são famosas
As 3 ficaram famosas depois de levar um pé na bunda
As 3 usaram o pé na bunda de inspiração para compor músicas em homenagem/ódio ao ex

É a dor de corno se provando altamente vendável mesmo fora no mundo sertanejo.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Energias

Em 10 dias:
- Encontrei uma pedra e um cabelo no mesmo prato do restaurante por quilo
- Quebrei uma xícara cheia de café quando estava atrasada pro trabalho
- Derrubei meia garrafa de vinho nos ingredientes picados e separados de uma receita deliciosa
- A prateleira da geladeira CAIU, quebrando uma garrafa cheia de vinho tinto
- Um copo quebrou na minha mão enquanto lavava louça e cortou meu dedo
- Derrubei o vidro de esmalte aberto enquanto fazia as unhas
- Apaguei todos os computadores da sala no primeiro dia oficial de trabalho

Uma amiga solícita me convenceu que devem ser as energias. Com medo de cozinhar meu jantar de hoje, procurei ajuda nos sites esotéricos do Google. Entre as simpatias, achei uma com a cara da vovó, simples: pisar na grama com os pés descalços.

Como já era noite, resolvi testar no jardinzinho que tem em frente ao salão de festas do prédio. Terça-feira, frio, deveria estar deserto. Mas sabe como são as energias...

Para me esconder da multidão, sentei de costas num banco e fiz de conta que falava ao telefone. Tirei o chinelo e coloquei com cuidado o pé no chão gelado, bem em cima de um espinho que agora não consigo tirar porque estou com as mão geladas e com medo de ligar o aquecedor.