sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Hiperativa

Eu mexo as pernas o tempo TODO! No cinema sou aquela pessoa irritante do seu lado que fica chacoalhando o pé. Durmo mexendo o pé. Não sei ficar parada, toma muito da minha atenção.
Por isso, geralmente chuto as tomadas dos computadores. Não convivemos bem, eu e os fios embaixo das mesas.

Como nessa vida tudo se aprende, tenho lá minhas estratégias para parecer normal. Quando não posso chacoalhar os pés, roo as unhas. Agora que sou gente grande e fica feio ter unhas roídas, comprei um anel bem grandão pra ficar rodando quando não posso mexer as pernas. Para solucionar o problema dos fios (preciso chacoalhar a perna pra poder me concentrar no trabalho), comprei um apoio para os pés, desses ergonômicos e etc. É ótimo, eu não desligo o computador e posso ficar mexendo a madeirinha pra cima e pra baixo.

Pois bem. Fui ontem na costureira e vi que ela movimenta a máquina com o pé e - CLICK! - achei minha forma de mudar o mundo! Vou usar o chacoalhar de pernas para gerar energia elétrica e ser uma trabalhadora 100% sustentável. Dependendo do nível de stress, posso gerar energia pra uma empresa inteira.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

muák

Manual prático de como irritar um babaca no trânsito:
1. Esteja dirigindo
2. Seja fechada por um típico babaca
3. Faça uso da buzina
4. Aguarde o babaca desacelerar, abrir a janela e te mostrar o dedo
5. Sorria e jogue um beijinho
6. Aprecie o resultado

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

chão, chão, chão, chão

Quinta-feira. Eu e duas amigas no bar.
No palco, cinco caras de topetes e tatuagens tocavam Stray Cats, Elvis, Johnny Cash e similares.
Eis que o vocalista, cantando Elvis, desce do palco e vai até uma cocota loira gostosa. Puxa ela pra dançar, e a moça começa a rebolar até o chão.
Ele para, e olha por alguns segundos.
Eu já pensando que o cara ficou até sem reação com o desempenho. Mas não.

“Não, não, moça. Essa não é pra dançar igual a Ivete Sangalo”.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Vale a pena ver de novo

Mulheres de areia:
Era uma vez duas irmãs gêmeas, uma boa e uma má.
A má se passava pela boa. Aí a boa cortou e pintou o cabelo e elas nunca mais foram confundidas.
Fim.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

o amor

Fuçando gavetas, encontrei um diário de quando tinha sete anos. Entre as anotações, uma página era mais ou menos assim:

“O Amor.
Eu tinha um namorado e a gente se amava muito e era muito feliz. Daí ele me traiu e eu fiquei muito triste.
Daí eu mudei de colégio e conheci um menino e foi amor à primeira vista e agora a gente esta namorando e a gente se ama e é muito feliz.
FIM”

Espero encontrar nas próximas gavetas onde diabos eu deixei esse jeito simples de ver a vida.

sábado, 17 de setembro de 2011

Tédio

O tédio não é permitido numa cidade com praia. Ora, era só sair de casa e ir pra praia e pronto.
Ou quase. Frequentar as areias regularmente sem companhia também é uma tarefa que requer preparo físico ou psicológico.
Físico porque você pode fazer a atleta e acabar com a celulite correndo na areia fofa.
Psicológico porque você pode sentar na areia e ficar ali pensando como uma companhia faz falta.
Tem ainda a opção carangueijo, que pode durar horas. Você sai procurando um lugar que sirva um bom carangueijo e pode passar as quatro horas seguintes tentando tirar a carninha saborosa de dentro das patas nojentas.
Mas tédio definitivamente não faz parte da lista.

Post atípico

80% dos leitores deste blog (estatística sem fundamento, porque são só dois) não sabem que escrevemos em duas. Os posts com títulos todos minúsculos são da Nanda. Os outros, meus - e a diferença surgiu do nada.

PULGA - como diria o Dani.

Fato é que acabo de voltar de uma temporada de um ano em João Pessoa e a saudade é esse bicho danado. Lá, com saudades daqui e vice-versa.