terça-feira, 12 de julho de 2011

Inverno em João Pessoa

É inverno no nordeste, mas sabe como é: 23 graus dá praia. Aí você acorda domingo naquela ressaca, se enrola na canga, capricha no óculos e sai com o bofe a tiracolo pra tomar uma cervejinha pra rebater. O garçom vem de longe, sujeito simpático, e manda:
- E pra vocês, Brad e Angelina, o que vai ser?
o/

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Fatos reais

Os asfaltos aqui na Paraíba são feitos de algum material ecológico, 100% biodegradável. Estamos na metade do "inverno"e basta chover uma semana para que as grandes avenidas virem um rally. Imagine então como ficam as estradas de areia do interior.

Pense na cena: um pequeno buraco, passa um ônibus, um buraco maior, um caminhão, mais 5 cm de buraco... Até que um belo dia o buraco enche de água da chuva e é preciso uma ponte para passar por ali com qualquer veículo que não seja anfíbio.

Como o brasileiro é malandro, tem seu jeitinho, a empresa de ônibus que liga uma cidade à outra adota o procedimento padrão: o ônibus para de um lado do buraco, os passageiros descem e atravessam o lamaçal a pé. Do lado de lá, idem. Uma pequena rodoviária no meio da estrada e assim ninguém fica ilhado. Genial, não?

terça-feira, 5 de julho de 2011

sonho de (não)consumo

O clã de amigas quase todo tá solteiro.
Daí claro que surgem assuntos sobre as cagadas que cometemos, o quanto o nosso dedo é podre e as principais características que buscamos em um próximo relacionamento.
E vem aquele papo de que seria bem ótimo se o cara fosse bonito, alto, forte, barbudo, inteligente, engraçado, rico, solteiro de verdade, bem vestido, bom moço, atencioso...
Em meio a tantas qualidades, a amiga reflete e verbaliza:
- Toda vez que imagino o namorado perfeito, chego à conclusão de que ele é um chato!

No fundo, a gente gosta mesmo é de complicação.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Desentendimentos

Daí que você saiu com o cara que é tipo LINDODEMORRÊ, mas que vocês visivelmente não tem absolutamente nada em comum. NADA. ZERO. Tipo aquelas pessoas que saem juntas, mas tem 2 monólogos, sabe?
Pois é.

Daí vocês insistem mais um tempo e daí saem de novo, e na hora que você tá indo embora, verbaliza aquela brincadeira corriqueira, que todo mundo conhece:
-beijomeliga, tchau.

1 minuto depois o telefone toca. É o rapaz. Você atende:
- Oi, tudo bem?
- Tudo e você?
- Tudo, tudo...
*silêncio
- Diga.
- Diga você.
- Ãhm?
- Você que mandou eu te ligar, Nanda.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Fome e curiosidade

Sabe aquela fome que bate de repente? Você abre a geladeira, os armários, os potinhos de sorvete cheios de feijão no congelador e, putz, nada disso é o que dá vontade de comer. Eis que surge lá no cantinho aquele pedacinho de queijo, meio tomate embrulhado em plástico filme e uma cebola que deve ter vindo junto com a geladeira. Aí você cheira, tudo parece meio estranho - mas ah, vou ferver tudo mesmo - e faz um molho incrível, assim do nada. Se inspira, usa o restinho do pacote de orégano e aquele caldo de legumes que ficou ali desde que seus amigos vieram cozinhar um prato suspeito e voilá: a comida da curiosidade!

Minha teoria é que esse sentimento, conhecido mundialmente como larica da porr@, fez o homem descobrir as comidas. Maçã, morango, uva, é mole. Imagine homem das cavernas faminto encontrando uma frutinha vermelha com cheiro doce. Mas e a cebola? Quem foi o primeiro lariquento que foi lá, arrancou a cebola e NHAC, mordeu como se fosse a maçã de eva? E o abacaxi, com a casca mais espinhenta do mundo? Tem ainda o côco, cheio de água, numa árvore alta, difícil de abrir. Pior: o infeliz que pegou a pimenta e pensou "legal, isso faz arder a língua!"

Vamos passar pro nível 2: um belo dia estava lá um fazendeiro numa região do mundo à sua escolha, fazendo ricota. Aí caiu algo na receita e pá, surgiu o gorgonzola! Ele cheirou aquele queijo mofado, com odor de coisa podre e, sabe-se lá por que, contrariando tudo que seus instintos diziam, comeu. Passou embaixo da mesa fazendo mmmmmmmmmmmmmmm e é por isso que hoje você paga 40 reais pelo quilo do queijo mofado.

Fico me perguntando onde mais a curiosidade humana já meteu a mão.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Paquera

Fui fazer matéria sobre vacinação da gripe em posto de saúde.
Na fila, procuro um personagem, um molho pra deixar a reportagem mais vacina e menos xarope.
Duas perguntas depois, dou de cara com uma senhora de 93, com cara de 80.
Bato um papo com ela, ligo o microfone e pergunto:
- Por que a senhora faz questão de tomar a vacina?
- Sabe, é que eu tenho 2 paqueras. Se ficar doente, não dou conta, né?

sexta-feira, 6 de maio de 2011

eu e você, você e eu

Numa roda de amigas, conversávamos sobre amenidades e a situação atual do planeta. Não sei bem porque, chegamos naquela antiga pergunta “Se você só pudesse levar uma coisa pra uma ilha deserta, o que seria?”. Depois de ouvir discussões e opiniões sobre nomes de rapazes do show business, peças de roupa e eletroeletrônicos, fui questionada.
- E você Nanda? Tá pensando ainda?
- Não, não. Eu tenho certeza do que eu levaria. Nem preciso pensar.
- Ah, é? E o que é?
- O máximo de coca-cola possível.

Amor incondicional, a gente vê por aqui.